A gengivite é a inflamação da gengiva, e ela é reversível. Quando não é tratada, pode evoluir para periodontite, que já compromete o osso que segura o dente. Até aí é odontologia conhecida.
O que mudou nas últimas décadas é o que se sabe sobre o depois. A periodontite é uma inflamação crônica com mediadores que circulam pelo corpo, e tratar a gengiva reduz a PCR no sangue, um marcador de inflamação sistêmica. É por isso que a conversa não termina na boca.
Abaixo estão as conexões que hoje têm sustentação, cada uma com o limite exato do que ela sustenta. Depois delas tem uma ferramenta de dois minutos para separar quais fazem sentido no seu caso.
O que já tem sustentação
Diabetes, nos dois sentidos. Quem tem periodontite tem cerca de 26% mais risco de desenvolver diabetes, e quem tem diabetes tem cerca de 24% mais risco de periodontite.
Pressão. A periodontite se associa a pressão mais alta, e a forma severa aparece com cerca de 1,5 vez mais chance de hipertensão. É associação: tratar a gengiva não é tratamento para pressão alta.
Gestação. Tratar a periodontite durante a gravidez pode reduzir o risco de parto prematuro e de baixo peso ao nascer. Pode reduzir, e o pré-natal continua sendo do obstetra.
Vasos. As bactérias boas da boca convertem o nitrato dos vegetais em óxido nítrico, que ajuda a regular os vasos. O enxaguante antisséptico usado por rotina atrapalha esse caminho.